Por mais que eu ame assuntos/blog/preparativos/álbuns de casamento, o meu casamento não foi tradicional. E não foi porque eu não quis. Sei que Marcelo também não fez questão, mas fato é que, se eu tivesse insistido, teríamos nos casado de véu e grinalda, na igreja mais tradicional de São Caetano. Mas eu não quis. Nunca quis. Sempre achei que deveríamos ficar juntos apenas porque queríamos ficar juntos, não porque assinamos um papel ou porque fizemos uma emocionante cerimônia.
Tivemos uma festa sim - porque meus pais quiseram e fizeram algo bem com nossa cara, um belo churrasco apenas com os mais, mais, mais próximos - e foi bem legal. Rendeu fotos lindas e hoje percebo que foi importante ter familiares que já se foram presentes na comemoração. Porque para mim o que importa é isso: comemorar o fato de nos amarmos, de termos nos encontrado e de estarmos dispostos a dividir toda a vida. E comemorar apenas ao lado de quem realmente torcia por isso -tirando um ou outro amigo ciumento, mas não maldoso - e foi isso que fizemos.
Na época, nem a aliança foi tradicional. Nós nunca usamos aliança de compromisso, e também não fomos noivosele foi mas não comigo, portanto um dia saímos para comprar nossas alianças e optamos por alianças de aço cirúrgico. O fato de termos adorado os modelos - a minha mais fina e a dele mais grossa - e um pequeno indício de ácido úrico nele fortificaram a escolha.
Mas de repente percebemos que por mais que nossas escolhas tenham sido cumpridas e respeitadas naquele momento, a vida foi passando e nos fez querer outras coisas e também nos obrigou a fazer determinadas coisas, como casar no papel por exemplo.
Ok, não foi casamento, foi declaração de união estável, mas quando o Marcelo perguntou ao rapaz do cartório: Qual a diferença disso e de um casamento no civil?, o moço respondeu com cara de pesar: nenhuma. Até o tipo de separação de bens tivemos que escolher e nem estavámos preparados para isso. "Casamos" em um cartório na hora do almoço, perto do trabalho (quando voltei para a redação as meninas tinham comprado um bem casado para mim :o) ), eu de blusinha preta e unha descascada, só porque o plano de saúde não queria aceitar ele como meu dependente já que não éramos "oficialmente" um casal. Então, agora, de acordo com a lei, já somos, olha aí:
Por fim, a última coisa "ao contrário" que aconteceu foi que, no último final de semana, Marcelo e eu fizemos uma viagenzinha incrível a Monte Verde e ele me deu de presente um anel lindo, do jeitinho que sempre imaginei um anel de noivado (como já havia citado em um post anterior). Liguei para a minha mãe e falei: mãe, ganhei um anel de noivado...e ela disse: mas vocês estão fazendo tudo ao contrário. E eu respondi: sim, e está tudo dando certo.
Tivemos uma festa sim - porque meus pais quiseram e fizeram algo bem com nossa cara, um belo churrasco apenas com os mais, mais, mais próximos - e foi bem legal. Rendeu fotos lindas e hoje percebo que foi importante ter familiares que já se foram presentes na comemoração. Porque para mim o que importa é isso: comemorar o fato de nos amarmos, de termos nos encontrado e de estarmos dispostos a dividir toda a vida. E comemorar apenas ao lado de quem realmente torcia por isso -
Na época, nem a aliança foi tradicional. Nós nunca usamos aliança de compromisso, e também não fomos noivos
Mas de repente percebemos que por mais que nossas escolhas tenham sido cumpridas e respeitadas naquele momento, a vida foi passando e nos fez querer outras coisas e também nos obrigou a fazer determinadas coisas, como casar no papel por exemplo.
Ok, não foi casamento, foi declaração de união estável, mas quando o Marcelo perguntou ao rapaz do cartório: Qual a diferença disso e de um casamento no civil?, o moço respondeu com cara de pesar: nenhuma. Até o tipo de separação de bens tivemos que escolher e nem estavámos preparados para isso. "Casamos" em um cartório na hora do almoço, perto do trabalho (quando voltei para a redação as meninas tinham comprado um bem casado para mim :o) ), eu de blusinha preta e unha descascada, só porque o plano de saúde não queria aceitar ele como meu dependente já que não éramos "oficialmente" um casal. Então, agora, de acordo com a lei, já somos, olha aí:
Outra coisa que está "mais tradicional" na nossa relação, são as alianças. Trocamos elas quando completamos 2 anos de casados. Primeiro porque queríamos trocar um presente e não sabíamos qual. Segundo que a minha tava apertada (meus ovários policistícos e minha falta de habilidade para alimentos saudáveis na cozinha me fizeram engordar desde que casamos), então agora usamos uma linda aliança de ouro, com um coração de rubi dentro:
Por fim, a última coisa "ao contrário" que aconteceu foi que, no último final de semana, Marcelo e eu fizemos uma viagenzinha incrível a Monte Verde e ele me deu de presente um anel lindo, do jeitinho que sempre imaginei um anel de noivado (como já havia citado em um post anterior). Liguei para a minha mãe e falei: mãe, ganhei um anel de noivado...e ela disse: mas vocês estão fazendo tudo ao contrário. E eu respondi: sim, e está tudo dando certo.
Na verdade, dando muito certo. Mais dando certo que isso, impossível. Quem disse que convenções são fundamentais? :o)
Ok, todo mundo sabe: sou fã número um do casamento. Minha vida de casada é linda, perfeita - e bate na madeira três vezes para espantar os invejosos e o mau agouro. Porém, só defendo o casamento quando há a certeza de que ele é certo, de que a pessoa com quem se pretende casar é a certa. Obviamente, isso não é garantia de um casamento de sucesso, afinal, as pessoas mudam com o tempo e alguns desentendimentos fazem parte da vida.
Mas não me conformo que, algumas pessoas, tem todos os sinais de que a coisa não vai dar certo e mesmo assim se casam. Por exemplo, conheço uma garota que está de casamento marcado para outubro próximo. Ela namora com o noivo há 8 anos - tempo suficiente para saber se ele é ou não um cara bacana - e a conclusão é de que ele não parece ser. Mas, mesmo assim, em poucos meses, estarão andando ao som da marcha nupcial.
Ok, talvez eu esteja julgando demais. Vamos aos fatos para que vocês tirem as próprias conclusões: eles vivem brigando. E não são aquelas briguinhas em que, 5 minutos depois, está tudo certo. Não. Eles ficam semanas sem se falar, fazendo pirracinha um para o outro, contando por e-mail que foi em tal balada. Me fala: quando casarem, como ficarão semanas sem se ver se morarão na mesma casa? Além disso, ele fala mal do trabalho dela - onde ela é chefe, ganha bem, gosta do ambiente, das pessoas e ama o que faz - diz que ela tem que buscar algo maior na vida...oi, apoio é artigo de luxo né?? Agora, o ápice da prova de que ele não é o cara, foi uma briga em um final do ano. O palhaço - essa história deveria muito ser enviada para o blog Homem é tudo palhaço - querendo provar todo seu amor, soltou a pérola: é claro que eu te amo. Já fiquei com meninas muito mais gatas, com corpos mais bonitos, mas estou com você. Isso não prova que eu te amo? NÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO! ARGHT!!!!
Outro casal que conheço, que na minha opinião não vai dar certo, pelo menos não está de casamento marcado. Mas ele, claramente não mostra interesse em se unir a moça - mesmo após 3 anos de namoro. E, na boa, acho que nem deveriam. Acredita que eles foram passar uma semana naquele paraíso que é o resort Miramar Maragogi (onde passei minhas férias o ano passado) e brigaram o tempo todo? Ela queria piscina, ele mar. Ela sol, ele sombra. Ela carne, ele lagosta. Na boa, se você briga quando está em um paraíso, onde não precisa se preocupar com trabalho, dinheiro, contas a pagar, casa para limpar, roupa para lavar e passar, quando tiver que fazer tudo isso então, sai da frente!
Por fim, a última história é de um casamento que realmente não deu certo. O cara, que nem meu amigo é, em um evento de trabalho decidiu sentar ao meu lado para desabafar: ela saiu de casa ontem, após 5 anos de casamento, me disse. Sem nenhuma explicação. Olhou para a cara dele e disse: estou indo, não quero mais estar com você e não me procure. Ele ficou então me perguntando porque? Disse que planejavam uma viagem a Paris, tinham 3 imóveis, do quais ele pagou 90% e ela 10%. Disse ainda que ela foi embora com o carro novinho, que ele também tinha pagado 90% e ela 10%. Já notaram algum problema aqui? Dane-se quem pagou mais. Não é um casamento? Não é dividir a vida? Por fim, ele me disse: liguei para a mãe dela, para perguntar o que estava acontecendo e pedir que ela me ajudasse, mas ela me disse: se ela deixou você é porque tinha motivos. Disse que vocês sempre brigavam e que você sempre jogava na cara dela que tinha comprado tudo quase sozinho. Ele então respondeu: ok, admito que errei, mas sua filha sempre foi fria comigo, nunca foi carinhosa, em 5 anos de casada não cozinhou uma única vez.... Aiiiiiiiiiiiiiii Deus, porque alguém casa com alguém que é frio e não carinhoso? A expectativa era de que ela cozinhasse para ele? Conversaram alguma vez sobre isso? Sinceramente, tenho vontade de morrer...Acho que as pessoas sofrem porque querem, e não porque o mundo é injusto.
Claro, também conheço casais que foram perfeitos um para o outro durante 10 anos de namoro e, poucos meses após o casamento - lindissímo e que rendeu fotos lindissímas - se separaram sem mais nem menos. Ele foi embora, e nem as coisas levou.
Outro casal que conheço, que na minha opinião não vai dar certo, pelo menos não está de casamento marcado. Mas ele, claramente não mostra interesse em se unir a moça - mesmo após 3 anos de namoro. E, na boa, acho que nem deveriam. Acredita que eles foram passar uma semana naquele paraíso que é o resort Miramar Maragogi (onde passei minhas férias o ano passado) e brigaram o tempo todo? Ela queria piscina, ele mar. Ela sol, ele sombra. Ela carne, ele lagosta. Na boa, se você briga quando está em um paraíso, onde não precisa se preocupar com trabalho, dinheiro, contas a pagar, casa para limpar, roupa para lavar e passar, quando tiver que fazer tudo isso então, sai da frente!
Por fim, a última história é de um casamento que realmente não deu certo. O cara, que nem meu amigo é, em um evento de trabalho decidiu sentar ao meu lado para desabafar: ela saiu de casa ontem, após 5 anos de casamento, me disse. Sem nenhuma explicação. Olhou para a cara dele e disse: estou indo, não quero mais estar com você e não me procure. Ele ficou então me perguntando porque? Disse que planejavam uma viagem a Paris, tinham 3 imóveis, do quais ele pagou 90% e ela 10%. Disse ainda que ela foi embora com o carro novinho, que ele também tinha pagado 90% e ela 10%. Já notaram algum problema aqui? Dane-se quem pagou mais. Não é um casamento? Não é dividir a vida? Por fim, ele me disse: liguei para a mãe dela, para perguntar o que estava acontecendo e pedir que ela me ajudasse, mas ela me disse: se ela deixou você é porque tinha motivos. Disse que vocês sempre brigavam e que você sempre jogava na cara dela que tinha comprado tudo quase sozinho. Ele então respondeu: ok, admito que errei, mas sua filha sempre foi fria comigo, nunca foi carinhosa, em 5 anos de casada não cozinhou uma única vez.... Aiiiiiiiiiiiiiii Deus, porque alguém casa com alguém que é frio e não carinhoso? A expectativa era de que ela cozinhasse para ele? Conversaram alguma vez sobre isso? Sinceramente, tenho vontade de morrer...Acho que as pessoas sofrem porque querem, e não porque o mundo é injusto.
Claro, também conheço casais que foram perfeitos um para o outro durante 10 anos de namoro e, poucos meses após o casamento - lindissímo e que rendeu fotos lindissímas - se separaram sem mais nem menos. Ele foi embora, e nem as coisas levou.
Eu também sei que a minha história com o Marcelo não foi sempre um mar de rosas - MUITO PELO CONTRÁRIO - mas os momentos turbulentos aconteceram muito antes do namoro. Porque se, durante o namoro, por um único instante tivéssemos nos ofendido, faltado com respeito, duvidado do amor um do outro, se eu não tivesse certeza de que ele me ama do jeito que eu sou, ou ele não tivesse concordado em lavar a louça, porque eu tenho nojo, eu não teria me casado. Como disse, nada disso é certeza de que as coisas darão certo. Mas na boa, se no namoro as coisas já não são as mil maravilhas, eu desconfiaria muito.
Esses dias li uma matéria falando do novo livro da autora de Comer, rezar, amar que se chamará Committed, a skeptic makes peace with marriage, que chegará ao Brasil em agosto com o título Comprometida – Uma história de amor. No texto, os repórteres Ivan Martins e Kátia Mello traziam seis conselhos que, segundo eles, podem ajudar a manter um casamento longo e feliz. Eu não gosto muito disso, porque acredito que se alguém conhecesse o segredo do casamento eternamente feliz, vendia, ficava milionário, alguém colocava para download no rapdshare e ninguém nunca mais se separaria, mas em um deles eu acredito muito:
"Fomos educados para acreditar que o casamento é romântico, mas ele não é. O casamento é uma relação de conexão com o parceiro, é educar os filhos juntos, é cuidar um do outro, é ser fiel um ao outro, é respeitar o companheiro acima de tudo (essa última parte eu que acrescentei)".
Portanto, pense bem, se o namoro, onde tudo deve ser lindo e maravilhoso, não é assim, eu, SINCERAMENTE, pensaria duas vezes antes de começar a mandar os convites...
Esses dias li uma matéria falando do novo livro da autora de Comer, rezar, amar que se chamará Committed, a skeptic makes peace with marriage, que chegará ao Brasil em agosto com o título Comprometida – Uma história de amor. No texto, os repórteres Ivan Martins e Kátia Mello traziam seis conselhos que, segundo eles, podem ajudar a manter um casamento longo e feliz. Eu não gosto muito disso, porque acredito que se alguém conhecesse o segredo do casamento eternamente feliz, vendia, ficava milionário, alguém colocava para download no rapdshare e ninguém nunca mais se separaria, mas em um deles eu acredito muito:
"Fomos educados para acreditar que o casamento é romântico, mas ele não é. O casamento é uma relação de conexão com o parceiro, é educar os filhos juntos, é cuidar um do outro, é ser fiel um ao outro, é respeitar o companheiro acima de tudo (essa última parte eu que acrescentei)".
Portanto, pense bem, se o namoro, onde tudo deve ser lindo e maravilhoso, não é assim, eu, SINCERAMENTE, pensaria duas vezes antes de começar a mandar os convites...
"Eles chegaram em uma carruagem com uma garrafa de champagne e em seguida foi servido o jantar. A meia-noite, a pedido dele, assistiram a um show de fogos de artíficios, sentados em um elefante. Logo depois foram ao Jardim Mughal, que estava todo decorado com flores e velas. Ele já havia pedido ao seu mordomo que escondesse o anel de diamante no meio de um buquê de flores. E assim que ela encontrou o anel, ele fez o pedido e ela imediatamente disse ’sim’! Eles então pediram 45 minutos de privacidade”. Foi romanticamente e exatamente assim que o pedido de casamentofoi feito... por Russel Brand para a cantora Katy Perry.
UP 1: olhem esse outro pedido de casamento: http://colunistas.ig.com.br/obutecodanet/2010/02/09/namorado-inova-ao-pedir-garota-em-casamento/
UP 2: E vocês sabem como o Seal pediu a Heidi Klum em casamento? Segue o relato dela à revista Marie Claire:
“Seal me levou com um helicóptero para seu iglu em Canadian Rockies. Lá dentro tinha tudo: uma cama com lindos lençóis, pétalas de rosa e velas por toda parte. Muito, muito romântico! Tinha até champanhe. Era meio estranho estar ali dentro, totalmente longe do mundo. Sem nenhuma árvore, nada. Mas eu me sentia extasiada”.
UP 3 - Mais um pedido de casamento surpreendente. Ele construiu um castelo de gelo para pedí-la em casamento. O garoto disse que queria que ela tivesse uma história que nenhuma outra tivesse. Fofo né? Leia a matéria: http://g1.globo.com/Noticias/PlanetaBizarro/0,,MUL1505647-6091,00-AMERICANO+CONSTROI+CASTELO+DE+GELO+PARA+PEDIR+NAMORADA+EM+CASAMENTO.html
Já o meu pedido de casamento foi beeeeeeeeeeeeemmmm diferente. Mas extremamente fofo e muito mais a minha cara, afinal, fala sério? Sentar em um elefante? Eles não são fedidos??? E o melhor é que teve um pedido. Não daqueles formais em que ele se ajoelha, traz uma caixinha azul de laço branco, com um lindo anel dentro, fala que não sabe mais viver sem ela e que se ela deixar, ele promete que a fará feliz por toda a vida...(aliás isso me lembra um texto que minha amiga Rita uma vez escreveu em um blog que infelizmente não existe mais sobre o noivado dela: envolvia lareira, uma cabana na montanha e um diamante carissímo....e eu achando que era tudo verdade, até descobrir que era tudo invenção dela, hehehehe Mas também, o que esperar de alguém que quando a mãe leu no diário que ela tinha perdido a virgindade falou para a mãe que aquilo era apenas um texto ficcional, hã??), mas um pedido.
Acho bem legal quando, ao invés de apenar deixar acontecer, o cara toma a iniciativa e diz para a pessoa que sim, ele quer ficar com ela para sempre. Não há quem resista a essa declaração de amor (se você amar o cara, né?). O pedido aconteceu no dia 04 de setembro de 2007. Casamos no dia 17 de novembro do mesmo ano. Ou seja, foi rapidinho. Namorávamos há 1 ano e 8 meses e foi bastante espontâneo, impulsionado por um ap vazio, um emprego novo e uma saudades imensa.
Vamos a história: "Era uma vez um casal que não se desgrudava. Não daqueles tão grudentos que quando vão ao cinema sentam na mesma cadeira e que acabam recebendo dos amigos o apelido de pirulito de caramelo. Mas daqueles melhores amigos sabe? Que curtem a companhia um do outro? Seja para um filme, uma peça infantil sem sentido, uma volta na Paulista, uma boa conversa, ou para não fazer absolutamente nada? Pois é, eles (nós) eram assim. Trabalhavam perto (durante muito tempo trabalharam juntos), e moravam muito perto. Para ela ir a casa dele, se ligava o rádio do carro, não dava tempo da música acabar, já tinha chegado lá. Com tudo isso se acostumaram a presença um do outro, obviamente. Porém, um emprego novo - dela - mudou toda a rotina. Agora ela trabalhava a 40km de distância. Entrava às 8h e saía às 17h, ou seja, saía de casa 6h30 da manhã e só chevava 19h. Ele, porém, continuava no mesmo emprego, entrando às 16h e saindo meia-noite. Ou seja, não conseguiam mais se ver. Eles até faziam umas loucuras tipo, se encontrar 6h da manhã, mas nem sempre isso rolava. No mais, os finais de semana começaram a ficar tristes, ela só chorava lembrando que a partir de segunda não poderia mais vê-lo. E ele até se pegou chorando um dia no carro de saudades dela, ao ouvir uma música do Nando Reis. A situação não poderia continuar assim. Contabilizando, se passaram menos de 4 meses desde o dia em que ela começou a trabalhar lá (11 de junho) até o dia em que recebeu o fatídico telefonema. Sim caros, o pedido do casamento foi feito por telefone. Ela achou que era uma conversa corriqueira, até que ouviu dele: 'minha tia disse que vai alugar o apartamento do 8o andar, afina,l ele está vazio há quase um ano. Só não fará isso se quisermos ficar ele. O que me diz?' Ela ficou chocada. Seria aquele um pedido de casamento? Já tinham conversado várias vezes sobre a vontade de juntarem os trapinhos, mas daí a se tornar real, assim, em uma terça-feira de sol? Seu coraçãozinho disparou. Ouvir aquilo era tudo que ela mais queria. Ligou imediantamente para a mãe que lhe disse: se vocês fizeram as contas e vocês tem certeza de que é isso que querem, vão em frente. Em seguida falou com a chefe (tinha medo de ficar desempregada) e ouviu: nós queremos você na empresa. Então, se é o que você quer, vá em frente. Dito e feito. No mesmo dia comunicaram a família dele e já saíram de lá com um jogo de pratos, um microondas e uma lavadora de roupas. O resto da história tem sido: viveram felizes para sempre. Graças a Deus!".
Abaixo o meu anel de noivado sonho de consumo (não faz mal que já esteja casada, aceito mesmo assim) e um vídeo da Tiffanys que acho muito fofo. Ah tem também uma foto do quarto, no hotel Taj Rambagh Palace, onde Russel Brand e Katy Perry passaram os 45 minutos que pediram de privacidade...
UP 1: olhem esse outro pedido de casamento: http://colunistas.ig.com.br/obutecodanet/2010/02/09/namorado-inova-ao-pedir-garota-em-casamento/
UP 2: E vocês sabem como o Seal pediu a Heidi Klum em casamento? Segue o relato dela à revista Marie Claire:
“Seal me levou com um helicóptero para seu iglu em Canadian Rockies. Lá dentro tinha tudo: uma cama com lindos lençóis, pétalas de rosa e velas por toda parte. Muito, muito romântico! Tinha até champanhe. Era meio estranho estar ali dentro, totalmente longe do mundo. Sem nenhuma árvore, nada. Mas eu me sentia extasiada”.
UP 3 - Mais um pedido de casamento surpreendente. Ele construiu um castelo de gelo para pedí-la em casamento. O garoto disse que queria que ela tivesse uma história que nenhuma outra tivesse. Fofo né? Leia a matéria: http://g1.globo.com/Noticias/PlanetaBizarro/0,,MUL1505647-6091,00-AMERICANO+CONSTROI+CASTELO+DE+GELO+PARA+PEDIR+NAMORADA+EM+CASAMENTO.html
Decoração é um assunto muito presente na minha vida e, obviamente, na vida do maridão. Quando nos casamos, mudamos para o ap onde ele morava com os pais (eles foram para o 8o andar do mesmo prédio e qualquer dia faço um post de como é morar perto dos sogros). A mãe dele tem um gosto para decoração TOTALMENTE diferente do meu. Enquanto para mim, menos é mais, para ela, mais é mais. Quem frenquentava o ap antes e frequenta ele agora comenta constantemente sobre as mudanças. Questão de estilo: ela gosta de cortina rosa de renda e eu de cortina branca de algodão. Simples assim. Então, obviamente, nada do que era dela ficou lá em casa.
Ou seja, tínhamos em mãos um apartamento inteiro vazio, pronto para ser decorado por nós. Porém, quando se casa, o dinheiro é curto, certo? E nós, que optamos por não casar de papel passado, obviamente não tivemos gastos com festa e cerimônia, mas também não tivemos aquelas listas onde se pode pedir tv, geladeira, fogão. Então, tudo saiu do nosso bolso, nada mais justo (jamais teria coragem de pedir esses presentes). Sendo assim, a verba de decoração era pouca. Pintamos o ap, cada comodo de uma cor, compramos os móveis básicos e só. E confesso que, hoje eu sei, apenas depois que você mora na casa é que você entende como deve decorá-la. Só vivendo lá é que você olha para um canto e diz: aqui ficaria bom uma planta. Ali uma luminária. Huuummmm tá faltando um toque de vermelho nesse rack.
Sinceramente, acho lindo um apartamento decorado por um arquiteto. Vejo os decorados nos prédios que estão à venda e são incríveis. Mas são um pouco impessoais não? Não tem aquelas bonequinhas que trouxemos de Maragogi (e nem espaço para elas). Ou aquele vaso de 20 kg que carregamos no ombro da 25 de março até São Caetano. É tão legal montar aos poucos e deixando tudo com nossa cara. Com nossa história.
E assim fomos decorando tudo. Sala, quarto e escritório foram redecorados totalmente. O sofá foi trocado, a cor do quarto e a cômoda também, e no escritório todos os móveis que estavam lá no começo do casamento saíram e deram espaço a um kit home office, mil vezes melhor.
Agora mesmo vivemos um dilema: quero trocar o gabinete da pia da cozinha e do banheiro. Dois ambientes onde mexemos muito pouco. E aí bate uma coceirinha do tipo: vamos mudar tudo? trocar pisos e azulejos (nesse ambiente os azulejos são velhos e estampados)? Fazer tudo lindo e moderno?
Ou seja, tínhamos em mãos um apartamento inteiro vazio, pronto para ser decorado por nós. Porém, quando se casa, o dinheiro é curto, certo? E nós, que optamos por não casar de papel passado, obviamente não tivemos gastos com festa e cerimônia, mas também não tivemos aquelas listas onde se pode pedir tv, geladeira, fogão. Então, tudo saiu do nosso bolso, nada mais justo (jamais teria coragem de pedir esses presentes). Sendo assim, a verba de decoração era pouca. Pintamos o ap, cada comodo de uma cor, compramos os móveis básicos e só. E confesso que, hoje eu sei, apenas depois que você mora na casa é que você entende como deve decorá-la. Só vivendo lá é que você olha para um canto e diz: aqui ficaria bom uma planta. Ali uma luminária. Huuummmm tá faltando um toque de vermelho nesse rack.
Sinceramente, acho lindo um apartamento decorado por um arquiteto. Vejo os decorados nos prédios que estão à venda e são incríveis. Mas são um pouco impessoais não? Não tem aquelas bonequinhas que trouxemos de Maragogi (e nem espaço para elas). Ou aquele vaso de 20 kg que carregamos no ombro da 25 de março até São Caetano. É tão legal montar aos poucos e deixando tudo com nossa cara. Com nossa história.
E assim fomos decorando tudo. Sala, quarto e escritório foram redecorados totalmente. O sofá foi trocado, a cor do quarto e a cômoda também, e no escritório todos os móveis que estavam lá no começo do casamento saíram e deram espaço a um kit home office, mil vezes melhor.
Agora mesmo vivemos um dilema: quero trocar o gabinete da pia da cozinha e do banheiro. Dois ambientes onde mexemos muito pouco. E aí bate uma coceirinha do tipo: vamos mudar tudo? trocar pisos e azulejos (nesse ambiente os azulejos são velhos e estampados)? Fazer tudo lindo e moderno?
Fomos no Leroy Merlin domingo e sai deprimida. Tanta coisa linda. Mas temos alguns outros objetivos nesse momento, que são financeiramente audaciosos. E por isso, pelo menos por enquanto, as reformas vão esperar.
Enfim, tudo isso para dizer que li um texto bem legal que diz que há uma regra de decoração que merece ser obedecida: 'para onde quer que se olhe, deve haver algo que nos faça feliz'. E eu concordo 100% com isso. Então segue o texto e, pelo menos por este ano, minhas coceirinhas decorativas continuarão frequentando apenas a 25 de março !
"Dia desses fui acompanhar uma amiga que estava procurando um apartamento para comprar. Ela selecionou cinco imóveis para visitar, todos ainda ocupados por seus donos, e pediu que eu fosse com ela dar uma olhada. Minha amiga, claro, estava interessada em avaliar o tamanho das peças, o estado de conservação do prédio, a orientação solar, a vizinhança. Já eu, que estava ali de graça, fiquei observando o jeito que as pessoas moram.
Li em algum lugar que há uma regra de decoração que merece ser obedecida: para onde quer que se olhe, deve haver algo que nos faça feliz. O referido é verdade e dou fé. Não existe um único objeto na minha casa que não me faça feliz, pelas mais variadas razões: ou porque esse objeto me lembra de uma viagem, ou porque foi um presente de uma pessoa bacana, ou porque está comigo desde muitos endereços atrás, ou porque me faz reviver o momento em que o comprei, ou simplesmente porque é algo divertido e descompromissado, sem qualquer função prática a não ser agradar aos olhos.
Essa regra não tem nada a ver com elitismo. Pessoas riquíssimas podem viver em palácios totalmente impessoais, aristocráticos e maçantes com suas torneiras de ouro, quadros soturnos que valem fortunas e enfeites arrematados em leilões. São locais classudos, sem dúvida, e que devem fazer seus monarcas felizes, mas eu não conseguiria morar num lugar em que eu não me sentisse à vontade para colocar os pés em cima da mesinha de centro.
A beleza de uma sala, de um quarto ou de uma cozinha não está no valor gasto para decorá-los, e sim na intenção do proprietário em dar a esses ambientes uma cara que traduza o espírito de quem ali vive. E é isso que me espantou nas várias visitas que fizemos: a total falta de espírito festivo daqueles moradores. Gente que se conforma em ter um sofá, duas poltronas, uma tevê e um arranjo medonho em cima da mesa, e não se fala mais nisso. Onde é que estão os objetos que os fazem felizes? Sei que a felicidade não exige isso, mas pra que ser tão franciscano? Um estímulo visual torna o ambiente mais vivo e aconchegante, e isso pode existir em cabanas no meio do mato e em casinhas de pescadores que, aliás, transpiram mais felicidade do que muito apê cinco estrelas. Mas grande parte das pessoas não está interessada em se informar e em investir na beleza das coisas simples. E quando tentam, erram feio, reproduzindo em suas casas aquele estilo showroom de megaloja que só vende móveis laqueados e forrados com produtos sintéticos, tudo metido a chique, o suprassumo da falta de gosto. Onde o toque da natureza? Madeira, plantas, flores, tecidos crus e, principalmente, onde o bom humor? Como ser feliz numa casa que se leva a sério?
Não me recrimine, estou apenas passando adiante o que li: pra onde quer que se olhe, é preciso alguma coisa que nos deixe feliz. Se você está na sua casa agora, consegue ter seu prazer despertado pelo que lhe cerca? Ou sua casa é um cativeiro com o conforto necessário e fim?
Minha amiga ainda não encontrou seu novo lar, mas segue procurando, só que agora está visitando, de preferência, imóveis já desabitados, vazios, onde ela possa avaliar não só o tamanho das peças, a orientação solar, o estado geral de conservação, mas também o potencial de alegria que os ex-moradores não souberam explorar." Texto retirado na íntegra da coluna da Martha Medeiros do jornal Zero Hora de domingo 24/01/2010.


Enfim, tudo isso para dizer que li um texto bem legal que diz que há uma regra de decoração que merece ser obedecida: 'para onde quer que se olhe, deve haver algo que nos faça feliz'. E eu concordo 100% com isso. Então segue o texto e, pelo menos por este ano, minhas coceirinhas decorativas continuarão frequentando apenas a 25 de março !
"Dia desses fui acompanhar uma amiga que estava procurando um apartamento para comprar. Ela selecionou cinco imóveis para visitar, todos ainda ocupados por seus donos, e pediu que eu fosse com ela dar uma olhada. Minha amiga, claro, estava interessada em avaliar o tamanho das peças, o estado de conservação do prédio, a orientação solar, a vizinhança. Já eu, que estava ali de graça, fiquei observando o jeito que as pessoas moram.
Li em algum lugar que há uma regra de decoração que merece ser obedecida: para onde quer que se olhe, deve haver algo que nos faça feliz. O referido é verdade e dou fé. Não existe um único objeto na minha casa que não me faça feliz, pelas mais variadas razões: ou porque esse objeto me lembra de uma viagem, ou porque foi um presente de uma pessoa bacana, ou porque está comigo desde muitos endereços atrás, ou porque me faz reviver o momento em que o comprei, ou simplesmente porque é algo divertido e descompromissado, sem qualquer função prática a não ser agradar aos olhos.
Essa regra não tem nada a ver com elitismo. Pessoas riquíssimas podem viver em palácios totalmente impessoais, aristocráticos e maçantes com suas torneiras de ouro, quadros soturnos que valem fortunas e enfeites arrematados em leilões. São locais classudos, sem dúvida, e que devem fazer seus monarcas felizes, mas eu não conseguiria morar num lugar em que eu não me sentisse à vontade para colocar os pés em cima da mesinha de centro.
A beleza de uma sala, de um quarto ou de uma cozinha não está no valor gasto para decorá-los, e sim na intenção do proprietário em dar a esses ambientes uma cara que traduza o espírito de quem ali vive. E é isso que me espantou nas várias visitas que fizemos: a total falta de espírito festivo daqueles moradores. Gente que se conforma em ter um sofá, duas poltronas, uma tevê e um arranjo medonho em cima da mesa, e não se fala mais nisso. Onde é que estão os objetos que os fazem felizes? Sei que a felicidade não exige isso, mas pra que ser tão franciscano? Um estímulo visual torna o ambiente mais vivo e aconchegante, e isso pode existir em cabanas no meio do mato e em casinhas de pescadores que, aliás, transpiram mais felicidade do que muito apê cinco estrelas. Mas grande parte das pessoas não está interessada em se informar e em investir na beleza das coisas simples. E quando tentam, erram feio, reproduzindo em suas casas aquele estilo showroom de megaloja que só vende móveis laqueados e forrados com produtos sintéticos, tudo metido a chique, o suprassumo da falta de gosto. Onde o toque da natureza? Madeira, plantas, flores, tecidos crus e, principalmente, onde o bom humor? Como ser feliz numa casa que se leva a sério?
Não me recrimine, estou apenas passando adiante o que li: pra onde quer que se olhe, é preciso alguma coisa que nos deixe feliz. Se você está na sua casa agora, consegue ter seu prazer despertado pelo que lhe cerca? Ou sua casa é um cativeiro com o conforto necessário e fim?
Minha amiga ainda não encontrou seu novo lar, mas segue procurando, só que agora está visitando, de preferência, imóveis já desabitados, vazios, onde ela possa avaliar não só o tamanho das peças, a orientação solar, o estado geral de conservação, mas também o potencial de alegria que os ex-moradores não souberam explorar." Texto retirado na íntegra da coluna da Martha Medeiros do jornal Zero Hora de domingo 24/01/2010.
Toque vermelho que faltava no rack

+ Toque vermelho que faltava no rack
O vaso de 20 kg que veio - no ombro - da 25 de março

As bonequinhas de Maragogi - AL
Não sou uma boa cozinheira. Nem nunca vou ser. Quando era pequena adorava ajudar minha avó a fazer bolos, tortas e roscas. Mas veja bem: eu era PEQUENA e adorava AJUDAR. Ou seja, a responsabilidade não estava em minhas mãos.
Enquanto morava com meus pais, fazer as refeições nunca foi responsabilidade minha. Minha mãe me ensinou algumas coisas e graças a ela faço um ótimo miojo, um bom macarrão alho e óleo, uma deliciosa panqueca e ovos, que são minha especialidade: omelete, pochet, mexidos, fritos, duro ou mole, não há tempo ruim. faço qualquer um. Ah, também faço um belo macarrão com molho de queijo, esse graças a minha dinda Rita - que me ensinou mais de uma vez - e que se tornou a comida favorita do Marcelo (entre as que eu faço, vamos deixar bem claro)
Mas não sei fazer arroz. Muito menos feijão. Ganhei uma panela de pressão Tramontina de R$ 190 no casório e ela tá lá, linda, limpa e na caixa. Nem carne cozida acerto. Sei que culpa disso tudo é do meu paladar infantil, afinal, se eu não como arroz, feijão e carne cozida, para que aprenderia fazer, não é mesmo? Mas às vezes bate uma tristezinha. Afinal, eu casei, e gosto de agradar o maridão pelo estômago.
A panqueca, diga-se de passagem, aprendi a fazer por causa dele. A primeira vez que ele foi na minha casa (na minha mãe) ainda erámos amigos - e não namorados - ele comeu oito, eu disse 8. Para uma pessoa que estava na casa de alguém pela primeira vez, esse não é um número baixo, certo? Então conclui que ele gostava da coisa, e uma vez quando fomos para a praia resolvi fazer.
Queria agradá-lo e mostrar que eu também podia. Eu disse também porque, durante o tempo que fomos amigos e ele foi noivo, eu ouvi várias vezes ele dizer: estávamos na praia e ela - a noiva - fez camarão na moranga, estavámos na praia e ela fez strogonoff, estávamos na praia e ela fez cuscuz (internamente sempre mandava ela e ele tomarem nos respectivos cuscuz, anyway...)
Logo que casamos, o Marcelo um dia me pediu para fazer risoto de camarão. Ele bem sabe que eu faço tudo que me pede - e por isso me coloca nessas enrascadas. Mas não me saí mal não. Peguei uma receita na internet, comprei os ingredientes como mandava lá e fiz tudo certinho: temperei o camarão com limão e sal, fiz o molho, juntei o tomate, o pimentão, o cheiro verde, o extrato de tomate e fiz as quatro xícaras de arroz. Já contei que não como arroz, muito menos risoto? Pois é, sendo assim, como ia saber que quatro xícaras de arroz, que era o que estava escrito na receita, era muito só para ele? Conclusão: ficou ótimo. E no elevador colocamos uma plaquinha: doa-se risoto de camarão!
Enfim, tudo isso para chegar ao meu bife a milanesa do último domingo (só cozinho no almoço de domingo. Sábado almoçamos fora). Eu sou carnívora ao extremo. O Marcelo é mais para os peixes e frutos do mar. Mas eu sinto uma falta imensa de comer carne. Aliás, a única coisa que sinto falta de morar com meus pais é a comida da minha mãe. O quiabo, o brocóli, o bife com queijo, o lagarto cozido, o filet grelhado ou a parmegiana me fazem tanta falta, enfim...vez ou outra me arrisco a fazer (menos o que exige panela de pressão). E costuma dar certo. Mas com o bife a milanesa, eu penei...
Na primeira vez o treco ficou tão duro e grosso, que nem todo o amor que o Marcelo sente por mim o fez engolir aquilo. Era a farinha que estava errada. Minha mãe falou umas 900 vezes: use farinha de rosca, e eu fui lá no mercado e comprei a de mandioca. Da segunda vez foi o tempero. Eu não uso vinagre, odeio muito o cheiro dele. Certa vez ao fazer um frango minha mãe disse: coloque um pouco de vinagre para tirar o cheiro de frango. Avisei que não tinha e ela me pediu para substituir por limão. então, obviamente, quando ela me disse para temperar o bife com alho, sal, óleo e vinagre, não tive dúvida e enchi a carne de alho, óleo, sal e limão. Não preciso nem dizer que neste dia, o almoço de domingo foi macarrão com atum. O Marcelo me zuava tanto que chegou a escrever uma resenha do meu bife a milanesa para o blog Resenha em 6. No texto ele dizia que essa era a melhor comida para quem estava de dieta, porque era absolutamente incomível;
Ok! Mas como sou persistente, no último domingo fiz de novo e deu certoooooooooooooo...uhuuuu!!! Matei a saudades de comer bife a milenesa e ainda vi o Marcelo dobrar a língua para falar do meu bife. Alex Atala que se cuide!!!! hehehe
Enquanto morava com meus pais, fazer as refeições nunca foi responsabilidade minha. Minha mãe me ensinou algumas coisas e graças a ela faço um ótimo miojo, um bom macarrão alho e óleo, uma deliciosa panqueca e ovos, que são minha especialidade: omelete, pochet, mexidos, fritos, duro ou mole, não há tempo ruim. faço qualquer um. Ah, também faço um belo macarrão com molho de queijo, esse graças a minha dinda Rita - que me ensinou mais de uma vez - e que se tornou a comida favorita do Marcelo (entre as que eu faço, vamos deixar bem claro)
Mas não sei fazer arroz. Muito menos feijão. Ganhei uma panela de pressão Tramontina de R$ 190 no casório e ela tá lá, linda, limpa e na caixa. Nem carne cozida acerto. Sei que culpa disso tudo é do meu paladar infantil, afinal, se eu não como arroz, feijão e carne cozida, para que aprenderia fazer, não é mesmo? Mas às vezes bate uma tristezinha. Afinal, eu casei, e gosto de agradar o maridão pelo estômago.
A panqueca, diga-se de passagem, aprendi a fazer por causa dele. A primeira vez que ele foi na minha casa (na minha mãe) ainda erámos amigos - e não namorados - ele comeu oito, eu disse 8. Para uma pessoa que estava na casa de alguém pela primeira vez, esse não é um número baixo, certo? Então conclui que ele gostava da coisa, e uma vez quando fomos para a praia resolvi fazer.
Queria agradá-lo e mostrar que eu também podia. Eu disse também porque, durante o tempo que fomos amigos e ele foi noivo, eu ouvi várias vezes ele dizer: estávamos na praia e ela - a noiva - fez camarão na moranga, estavámos na praia e ela fez strogonoff, estávamos na praia e ela fez cuscuz (internamente sempre mandava ela e ele tomarem nos respectivos cuscuz, anyway...)
Logo que casamos, o Marcelo um dia me pediu para fazer risoto de camarão. Ele bem sabe que eu faço tudo que me pede - e por isso me coloca nessas enrascadas. Mas não me saí mal não. Peguei uma receita na internet, comprei os ingredientes como mandava lá e fiz tudo certinho: temperei o camarão com limão e sal, fiz o molho, juntei o tomate, o pimentão, o cheiro verde, o extrato de tomate e fiz as quatro xícaras de arroz. Já contei que não como arroz, muito menos risoto? Pois é, sendo assim, como ia saber que quatro xícaras de arroz, que era o que estava escrito na receita, era muito só para ele? Conclusão: ficou ótimo. E no elevador colocamos uma plaquinha: doa-se risoto de camarão!
Enfim, tudo isso para chegar ao meu bife a milanesa do último domingo (só cozinho no almoço de domingo. Sábado almoçamos fora). Eu sou carnívora ao extremo. O Marcelo é mais para os peixes e frutos do mar. Mas eu sinto uma falta imensa de comer carne. Aliás, a única coisa que sinto falta de morar com meus pais é a comida da minha mãe. O quiabo, o brocóli, o bife com queijo, o lagarto cozido, o filet grelhado ou a parmegiana me fazem tanta falta, enfim...vez ou outra me arrisco a fazer (menos o que exige panela de pressão). E costuma dar certo. Mas com o bife a milanesa, eu penei...
Na primeira vez o treco ficou tão duro e grosso, que nem todo o amor que o Marcelo sente por mim o fez engolir aquilo. Era a farinha que estava errada. Minha mãe falou umas 900 vezes: use farinha de rosca, e eu fui lá no mercado e comprei a de mandioca. Da segunda vez foi o tempero. Eu não uso vinagre, odeio muito o cheiro dele. Certa vez ao fazer um frango minha mãe disse: coloque um pouco de vinagre para tirar o cheiro de frango. Avisei que não tinha e ela me pediu para substituir por limão. então, obviamente, quando ela me disse para temperar o bife com alho, sal, óleo e vinagre, não tive dúvida e enchi a carne de alho, óleo, sal e limão. Não preciso nem dizer que neste dia, o almoço de domingo foi macarrão com atum. O Marcelo me zuava tanto que chegou a escrever uma resenha do meu bife a milanesa para o blog Resenha em 6. No texto ele dizia que essa era a melhor comida para quem estava de dieta, porque era absolutamente incomível;
Ok! Mas como sou persistente, no último domingo fiz de novo e deu certoooooooooooooo...uhuuuu!!! Matei a saudades de comer bife a milenesa e ainda vi o Marcelo dobrar a língua para falar do meu bife. Alex Atala que se cuide!!!! hehehe
Não tirei foto do bife, mas essa foi a primeira picanha grelhada que fiz. Ficou com uma cara bem boa, não??


















